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- **ßëlîñhå®**

- Rosa querida(`*•.¸(`*•.¸'
**´¨)*•* Tenha uma linda e abençoada quarta-feira …
¸.•´¸.•*´¨) * Pessoa amada da Belinha!
O silêncio
Aprende com o silêncio a ouvir os sons
Interiores da sua alma,
A calar-se nas discussões e assim
Evitar tragédias e desafetos,
Aprende com o silêncio a respeitar
a opinião dos outros,
Por mais contrária que seja da sua,
Aprende com o silêncio a aceitar alguns
Fatos que você provocou,
A ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora,
Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples,
valorizar o que é belo,
Ouvir o que faz algum sentido,
Evitar reclamações vazias e sem sentido,
Aprende com o silêncio que a solidão
não é o pior castigo,
Existem companhias bem piores....
Aprende com o silêncio que a vida é boa,
Que nós só precisamos olhar para o lado certo,
Ouvir a música certa, ler o livro certo,
Que pode ser qualquer livro,
Desde que você o leia até o fim.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo,
Como as marés que insistem em ir e voltar,
Os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa sobre
o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida,
Valorizar o seu dia,
Enxergar em você as qualidades que você possui,
equilibrar os defeitos que você tem e sabe
Que precisa corrigir e enxergar aqueles que
você ainda não descobriu .
Aprende com o silêncio a relaxar,
Mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças,
Na briga mais acalorada,
Na discussão entre familiares,
Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu",
A valorizar o ser humano que você é,
A respeitar o Templo que é o seu corpo,
E o santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio,
que gritar não traz respeito,
Que ouvir ainda é melhor que muito falar,
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,
Para que você possa ouvir o seu interior
Que quer lhe falar,
Desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar
Que você é especial.
- Paulo Gaefke-
**´¨)*•* Bjs docinhos no seu ♥
¸.•´¸.•*´¨) *
(¸.•´ (¸.•`**ßëlîñhå®**
♪♫******Dedico à vc com carinho******♫♪
>>>>>>>>>>
http://www.dragonheartsongs.com/internacionais/m/moulin_rouge/songs/come_what_may-nicole_kidman-ewan_mcgregor_draco.mid
>>>>>>>>>>
- eternohomem

- UMA REFLEXÃO PARA A PÁSCOA
Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor
Será inútil dizer: PAI NOSSO.
Se os meus valores são representados pelos bens da terra
Será inútil dizer : QUE ESTAIS NO CÉU.
Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo
Será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.
Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades
Será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.
Se no fundo o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem
Será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.
Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome
Será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.
Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho
Será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.
Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho do Cristo
Será inútil dizer: E NÃO DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.
Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz
Será inútil dizer: LIVRAI-NOS DO MAL ...
Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar
Será inútil dizer: AMÉM.
Que Jesus nos inspire para a construção do novo milênio, fazendo-nos homens melhores num mundo melhor.
Que Deus abençoe a todos nós ....
BOA PÁSCOA!!!
- eternohomem

- O Princípio da Fruta
Há contos e lendas na tradição aborígine que parecem fragmento do Gênesis palpitando na selva.
O sabor que possuem leva-nos a acreditar que, em toda parte, em todos os ângulos da terra, o homem se absorvia na indagação do mistério de sua presença e deliciava-se na busca infrutífera de seu começo. Aqui, como nos Vedas, como no Gênesis, - observa um erudito viajante dos sertões – os casos humanos são resolvidos da mesma forma, isto é: no princípio tudo era felicidade, harmonia, paz de espírito; uma desobediência, uma leviandade, um episódio de amor, uma fruta proibida, trouxe a desgraça e a degradação.
Leia-se, por exemplo, esta curiosa narrativa – Iuá Ipirungaua (princípio da fruta) – que anima de tanto pitoresco, de tanta graça e filosofia, o sábio fabulário neengatu.
Antigamente, quando o mundo principiava, nós éramos como os animais: tal e qual. Comíamos, como eles, caruru, capim, matinhos verdes, ervas rasteiras. Havia mesmo um roçado onde os homens plantavam mato e dele extraíam as folhas verdes. Mas era só. Frutas, flores, mandioca, toda qualidade de coisa que nós hoje em dia comemos, nada, nada existia.
Só o vento, de vez em quando, por esquisita maldade, espalhava na terra um cheiro bom e provocante de fruta. Todo aquele que cheirava, queria logo comer. Outros acordavam como doidos e corriam na direção do cheiro. Então o vento brincava dum lado para outro, enganando a gente. E os homens ficavam sem saber o que é que fazia aquele aroma gostoso, porque quando chegavam a um certo lugar perfumado, logo o aroma sumia para outro canto.
Não era só gente que procurava donde vinha o cheiro cobiçado; os animais também procuravam.
Contam que, em certo ponto, havia uma roça nova e que bicho andava devastando.
O dono da roça começou a vigiá-la.
Um dia, bem de manhãzinha, ele viu um guabiru ir para o meio da roça e começar a comer as plantas. Mais que depressa correu e agarrou o guabiru; logo o cheiro bom lhe chegou ao nariz.
- Será tu que estás comendo minha roça? – perguntou o dono irado. Eu te mato agora para não me desgraçares.
Nisto sentiu mais forte o cheiro bom chegar-lhe ao nariz. E logo mudou de atitude, propondo ao guabiru:
- Olha se me contares onde está a árvore em que comes, eu não te mato, eu te pouparei. E poderás voltar, quando bem quiseres, à minha roça.
O guabiru, dizem, respondeu:
- Pois sim! Vamos até à beirada do rio. Aí encontrarás a fruteira grande onde estão as comidas boas.
Foram juntos até perto da cachoeira do Uaracapuri, no Alto Buopé, e o guabiru, então, disse:
- Vês aquela grande árvore? Está cheia, está repleta de frutas boas que só o acutipuru aproveita. Cheira e depois comes, para veres como o acutipuru está devorando o nosso alimento, aquilo que nos pertence.
O homem correu para casa, anunciando a nova.
Toda gente se juntou para derrubar a grande árvore, a fim de que o acutipuru não acabasse com os frutos.
E, quando já os machados abatiam o tronco, ouviu-se uma voz de Uansquém, dono da árvore, que dizia irritado:
- Quem foi o tolo que indicou a utilidade desta fruta? Isto ainda não está maduro. Deixa estar! Eu hei de saber quem foi o mal-ouvido.
E foi para debaixo da árvore, aí encontrou casca de mandioca, e nesse casca viu o caminho do dente do acutipuru.
E logo disse:
- Ah! És tu que não me respeitas! Tu anoiteces em cima da árvore, hás de amanhecer embaixo dela.
Meteu imediatamente a flecha na zarabatana e procurou o acutipuru entre os ramos.
Fazia um luar que era um dia.
Uansquém apontou a flecha para cima do galho e logo depois o bichinho vinha ao chão.
E, caindo, afundou a pedra onde seu corpo bateu.
Então Uansquém disse:
- Tu, grande tolo, estragaste as frutas para todos. Deixa estar! Tua espécie e essas gentes hão de ter fome um dia e só então hão de ver que eles próprios se desgraçaram por suas mãos.
E desapareceu.
Com a madrugada que raiava, toda gente veio para perto da árvore e ali ficou por umas mãos de lua, até que o tronco desabasse. Assim que ele caiu, os homens se precipitaram para tirar as frutas: mandioca, batata, cará, abiu, cucura. Os pássaros também vieram e começaram a beliscar o bacaba, o açaí, o muriti, o inajá, e patauá, o carana. Depois, os outros animais tiraram uxi, cumaru, o resto que havia. No fim de tudo ainda apareceu o tapir, que só encontrou macucu e somente levou macucu.
E assim foi que o avô do acutipuru conseguiu estragar a nossa existência e o nosso pomar.
Se não fosse ele, teríamos sempre frutas boas, frutas doces e fáceis.
Porque todas haviam de amadurecer e, então, Uansquém, que era bom e puro, as faria aparecer e nós não sofreríamos agora, trabalhando e fazendo roça.
Mas o acutipuru meteu-se no meio; e o resultado, já se sabe, foi estragar as frutas que nos deviam ser oferecidas amavelmente, com o tempo.
Assim foi que se inutilizou o nosso destino e principiaram os nossos trabalhos.
Tal e qual como no caso de Adão e Eva.
- eternohomem

- A Rata transformada em Menina
Conta-se que um homem religioso, cuja voz Deus escutava, se achava certa vez à margem de um rio, e por ali passou um milhafre, que levava uma rata, e deixou-a cair diante daquele religioso. Apiedou-se dela, e tomou-a, e envolveu-a numa folha, e quis levá-la para casa. E receou fosse difícil criá-la, e rogou a Deus que a transformasse em menina. E fê-la Deus menina formosa e mui galante; e o homem levou-a para sua casa, e criou-a muito bem. E não lhe disse nada de como obrara. E ela não duvidava que era rua filha. E, tanto que chegou aos doze anos, disse-lhe o religioso:
- Filhinha, tu já tens idade, e não podes estar sem marido que te mantenha e governe, e que me desembargue de ti, para que eu torne a orar como dantes fazia, sem nenhum embargo. Escolhe agora, pois, o marido que quiseres, e casar-te-ei com ele.
Disse ela:
- Quero um marido tal que não tenha par em valentia e em esforço e em poder.
Disse-lhe o religioso:
- No momento não sei de outro tal como o Sol, que é mui nobre e mui poderoso, mais alto que todas as coisas do mundo; e quero-lhe rogar e pedir por mercê que se case contigo.
Assim o disse, e banhou-se, e fez a sua prece. De coração rezou, e disse:
- Tu, Sol, que foste criado para proveito e mercê de todas as gentes, rogo-te que te cases com minha filha, que me rogou que a casasse com o mais forte e o mais nobre do mundo.
Disse-lhe o Sol:
-Já ouvi o que disseste, bom homem, e obrigado estou a não te mandar embora sem responder ao teu rogo, pela honra e amor que votas a Deus e pela melhoria que fazes entre os homens, mas ensinar-te-ei o anjo que é mais forte do que eu.
Disse-lhe o religioso:
- E qual é?
E o Sol:
- É o anjo que traz as nuvens, o qual com sua força cobre a minha força e não me deixa estendê-la pela Terra.
Dirigiu-se o religioso ao sítio onde estão as nuvens do mar e chamou as nuvens, assim como chamara o Sol, e disse-lhes o mesmo que dissera ao Sol. E as nuvens disseram:
- Já ouvimos o que disseste, e temos que é assim, que Deus nos deu força mais do que a outras muitas coisas; mas guiar-te-emos a outra coisa que é mais forte que nós.
Disse o religioso:
-Quem é?
E as nuvens:
- É o vento, que nos leva aonde quer, e não podemos defender-nos dele.
E ele foi ter com o vento, e chamou-o assim como aos outros, e falou-lhe como aos outros falara. Disse-lhe o vento:
- É assim como dizes, mas guiar-te-ei a outro que é mais forte que eu, e que lutei por ser seu igual e não o pude ser.
Disse-lhe o religioso:
- E quem é?
E o vento:
- É o monte que está junto de ti.
E foi o religioso ter com o monte, e disse-lhe como dissera aos outros. Disse-lhe o monte:
- Sou tal como dizes, mas guiar-te-ei a outro que é mais forte que eu, que por sua grande força não posso ter peleja com ele, e não posso defender-me dele, que me faz quanto dano pode.
Disse-lhe o religioso:
- E quem é este?
E o monte:
- O rato, pois me faz quanto dano quer, que me perfura de todos os lados.
E foi-se o religioso ao rato, e o chamou assim como aos outros, e disse-lhe o rato:
- Sou tal como dizes em poder e em força; mas como se poderá conceber que eu case com uma mulher, sendo eu rato e morando numa toca?
Disse o religioso à moça:
- Queres ser mulher do rato, pois já sabes como falei com todas as outras coisas, e não achei mais forte do que ele, e todas me guiaram a ele? Queres que rogue a Deus que te transforme em rata e que te case com ele? E morarás com ele em sua toca, e eu te procurarei e te visitarei, e não te deixarei de todo.
Disse-lhe ela:
- Pai, não duvido em aceitar vosso conselho. Visto que o tendes por bem, fá-lo-ei.
E rogou a Deus que a transformasse em rata, e assim foi, e casou-se com o rato, e entrou com ele em sua toca, e voltou à sua origem e à sua natureza.
- eternohomem

- A Rata transformada em Menina
Conta-se que um homem religioso, cuja voz Deus escutava, se achava certa vez à margem de um rio, e por ali passou um milhafre, que levava uma rata, e deixou-a cair diante daquele religioso. Apiedou-se dela, e tomou-a, e envolveu-a numa folha, e quis levá-la para casa. E receou fosse difícil criá-la, e rogou a Deus que a transformasse em menina. E fê-la Deus menina formosa e mui galante; e o homem levou-a para sua casa, e criou-a muito bem. E não lhe disse nada de como obrara. E ela não duvidava que era rua filha. E, tanto que chegou aos doze anos, disse-lhe o religioso:
- Filhinha, tu já tens idade, e não podes estar sem marido que te mantenha e governe, e que me desembargue de ti, para que eu torne a orar como dantes fazia, sem nenhum embargo. Escolhe agora, pois, o marido que quiseres, e casar-te-ei com ele.
Disse ela:
- Quero um marido tal que não tenha par em valentia e em esforço e em poder.
Disse-lhe o religioso:
- No momento não sei de outro tal como o Sol, que é mui nobre e mui poderoso, mais alto que todas as coisas do mundo; e quero-lhe rogar e pedir por mercê que se case contigo.
Assim o disse, e banhou-se, e fez a sua prece. De coração rezou, e disse:
- Tu, Sol, que foste criado para proveito e mercê de todas as gentes, rogo-te que te cases com minha filha, que me rogou que a casasse com o mais forte e o mais nobre do mundo.
Disse-lhe o Sol:
-Já ouvi o que disseste, bom homem, e obrigado estou a não te mandar embora sem responder ao teu rogo, pela honra e amor que votas a Deus e pela melhoria que fazes entre os homens, mas ensinar-te-ei o anjo que é mais forte do que eu.
Disse-lhe o religioso:
- E qual é?
E o Sol:
- É o anjo que traz as nuvens, o qual com sua força cobre a minha força e não me deixa estendê-la pela Terra.
Dirigiu-se o religioso ao sítio onde estão as nuvens do mar e chamou as nuvens, assim como chamara o Sol, e disse-lhes o mesmo que dissera ao Sol. E as nuvens disseram:
- Já ouvimos o que disseste, e temos que é assim, que Deus nos deu força mais do que a outras muitas coisas; mas guiar-te-emos a outra coisa que é mais forte que nós.
Disse o religioso:
-Quem é?
E as nuvens:
- É o vento, que nos leva aonde quer, e não podemos defender-nos dele.
E ele foi ter com o vento, e chamou-o assim como aos outros, e falou-lhe como aos outros falara. Disse-lhe o vento:
- É assim como dizes, mas guiar-te-ei a outro que é mais forte que eu, e que lutei por ser seu igual e não o pude ser.
Disse-lhe o religioso:
- E quem é?
E o vento:
- É o monte que está junto de ti.
E foi o religioso ter com o monte, e disse-lhe como dissera aos outros. Disse-lhe o monte:
- Sou tal como dizes, mas guiar-te-ei a outro que é mais forte que eu, que por sua grande força não posso ter peleja com ele, e não posso defender-me dele, que me faz quanto dano pode.
Disse-lhe o religioso:
- E quem é este?
E o monte:
- O rato, pois me faz quanto dano quer, que me perfura de todos os lados.
E foi-se o religioso ao rato, e o chamou assim como aos outros, e disse-lhe o rato:
- Sou tal como dizes em poder e em força; mas como se poderá conceber que eu case com uma mulher, sendo eu rato e morando numa toca?
Disse o religioso à moça:
- Queres ser mulher do rato, pois já sabes como falei com todas as outras coisas, e não achei mais forte do que ele, e todas me guiaram a ele? Queres que rogue a Deus que te transforme em rata e que te case com ele? E morarás com ele em sua toca, e eu te procurarei e te visitarei, e não te deixarei de todo.
Disse-lhe ela:
- Pai, não duvido em aceitar vosso conselho. Visto que o tendes por bem, fá-lo-ei.
E rogou a Deus que a transformasse em rata, e assim foi, e casou-se com o rato, e entrou com ele em sua toca, e voltou à sua origem e à sua natureza.
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